Mais uma vez, a Dior nos deixa de queixo caído com uma apresentação digna de virar um belo filme misterioso à lá Alice no País das Maravilhas. Uma coleção todinha inspirada em detalhes da vida pessoal de Monsieur Dior, que adorava ler cartas de tarô. Não sei se vocês sabem, mas algumas cartas, antigamente, eram pintadas à mão e muitas traziam os significados em cada desenho. Cada carta tinha um sentimento ou alguma coisa nela, como Perseverança, Morte, Sol, etc. Cada uma tinha uma figura humana desenhada e a coleção toda, foi inspirada nessas pessoas que estavam ali, desenhadas nessas cartas. Ou seja, uma coleção cheia de significados e alguns, até mais obscuros. A verdade é que Maria Grazia Chiuri, diretora criativa da Dior, nos surpreendeu novamente. Vou demorar para superar essa coleção.

A história da apresentação, é uma jovem mulher que estava em busca de sua verdadeira personalidade e em busca de algumas respostas de sua vida, que ela achou que encontraria nas cartas do tarô. Aos poucos, as figuras de cada carta que era tirada, foram se materializando e o resultado foi um balé de bom gosto e criatividade. Essas figuras foram colocando a jovem à prova até que ela amadurecesse e se tornasse o que deveria ser. Com ilustrações do artista romano Pietro Ruffo, algumas peças estavam adornadas e nos traziam os códigos clássicos da grife, como a jaqueta de veludo.

Adorei as cores. Por se tratar de uma coleção de Primavera Verão, achei que a paleta de cores estava bem sóbria e escura (vamos ficar atentas para saber se isso é uma tendência ou se a Dior quis se destacar e ser diferente), o que deixou a atmosfera do vídeo e das peças, ainda mais encantadora e misteriosa. Em alguns momentos, senti muita influência de peças usadas pela realeza dos séculos XIV e XV. Pode ter sido impressão minha, mas senti até mais forte essa influência do que das próprias cartas.

A coleção está divina e selecionei alguns looks que foram os meus favoritos da apresentação e estão todos reunidos no meu perfil do @atrendsbr